Por Lais Monteiro

Gostar do que faz, ter criatividade e sensibilidade, são sentimentos que fazem um bom empreendedor, mas em um mercado que durante muitos anos valorizou a maximização do lucro, a velocidade de execução e a produção em série, essas atribuições passavam despercebidas.  Na economia criativa é diferente, o nome “economia” pode assustar um pouco, mas quando ele se une a criatividade, ganha um novo sentido, esse que está mudando a realidade de muitas pessoas no país.

O objetivo é gerar bens e serviços que desperte novas experiências no consumidor, por isso, a criatividade é a principal ferramenta, atrelada ao propósito de melhorar, inovar e resolver problemas. Sendo um conceito relativamente novo, a base é conhecimento, o talento individual como forma de gerar trabalho, renda e transformação social. Desse modo, a imaginação e criatividade agregam valor ao produto ou serviço, influenciando na decisão de compra do consumidor, seu grande diferencial é promover desenvolvimento sustentável e humano e não mero crescimento econômico.

A economia criativa é, segundo tendências mundiais, o grande motor do desenvolvimento no século XXI. No texto sobre “O consumo consciente com roupas e acessórios”, disponível aqui no Blog do Clube da Preta, citamos que as novas gerações tem como uma das suas características a preocupação com o mundo, o meio ambiente e consequentemente a forma com que estão consumindo. Comprar produtos de empresas que são adeptos a economia criativa é um caminho para o consumo consciente.

Para te ajudar a conhecer um pouco mais sobre o conceito, trazemos três problemas sociais que são minimizados com economia criativa:

1- Diversidade cultural

O Brasil possui uma multiplicidade cultural enorme, mas também há desigualdade entre as culturas e suas preservações. A economia criativa promove a diversidade cultural, pois dentro dela toda contribuição criativa é um recurso, sendo um lugar onde as diferenças são valorizadas, pois se tornam um atributo único de uma pessoa ou grupo, promovendo então a igualdade com a preservação da individualidade.

2- Estímulo para a geração de renda

Por meio da produção de bens e serviços gerados pela economia criativa, empreendedores e organizações desenvolvem estratégias de trabalho individual e coletivo. É uma forma de inovação, que incentiva novos métodos de trabalho, criação, novas formas de organização econômica, sendo colaborativa, solidária ou mútua. Geram um novo ciclo de trabalho fortalecendo a renda de grupos e comunidades.

3-  Inclusão social

Promovendo a geração de renda, combate à exclusão social provocada pelas diferenças de classe, educação, idade, deficiência, gênero, preconceito social ou preconceitos raciais, preserva as identidades e mobiliza a participação de diferentes pessoas de uma comunidade. É um recurso que trabalha a preservação da memória e das heranças, por meio dos seus novos usos e da multiplicação na sociedade.

O Clube da Preta, é uma empresa que utiliza economia criativa, beneficiando pequenos empreendedores, negros, artesãos e periféricos. Estimula a geração de renda dentro de comunidades, pois cada unidade de box enviado, beneficia indiretamente na renda de 15 pessoas. Atualmente mais 80 empreendedores fornecem produtos para a composição dos nossos boxs, cada empreendedor conta com cerca de 5 pessoas na produção, promovendo indiretamente o empoderamento econômico de cerca de 400 moradores da periferia.
Além disso, o clube também promove a valorização da cultura negra com os mais de 1200 produtos de moda afro disponíveis, reforçando a diversidade cultural e a inclusão social e proporciona aos assinantes uma nova experiência mensal ao receber o box em casa, com produtos selecionados por nós, pensando em atender a individualidade de cada cliente.