Laís Monteiro

Sem dúvidas política é o assunto mais comentado no país nos últimos tempos. Aos trancos e barrancos o do brasileiro começou a entender como a política afeta diretamente a vida das pessoas e todos os setores da econômicos, não seria diferente no mundo da moda e principalmente da moda afro-brasileira.

A moda no geral é vista como algo fútil e glamourizado, também um local de não pertencimento ao negro. A moda afro tem um significado bem diferente, ela reflete a identidade das pessoas negras, que enquanto diáspora, encontram um meio de reafirmação da negritude, esse é um ato político, que tem como base a resistência da cultura negra e do nosso povo.

Nesta semana a jornalista, Tia Má, em uma palestra comentando sobre o momento político que estamos vivendo no país, disse que “resistir é a arte mais profunda do meu povo”. E sim, é verdade, olhando para a moda afro, entendemos é um meio visual de mostrar que resistimos, que estamos aqui e que nossa cultura é viva.

O corpo negro é político, a estética negra é política, o cabelo das pessoas negras é um ato político, por meio dos nossos corpos e da nossa cultura continuamos com a nossa arte mais profunda, transformando a marginalização social histórica das pessoas negras em resistência. Resistiremos a mais esse momento.

O Clube da Preta ressignifica a moda, as criações perpassam a nossa experiência e dos nossos parceiros enquanto pessoas negras e periféricas, uma dessas criações é a camisa “Respect My Hair”, disponível nos nossos boxes, uma forma de afirmar que nosso cabelo é um ato político identitário, pois queremos que ser respeitados como realmente somos. Nossa luta, nossos atos políticos e nossos passos vêm de longe, continuamos a todo canto e em toda situação gritando: Black is Beautiful!