Por Lais Monteiro

Consumir é uma ação natural por necessidade humana, mas há um problema quando o consumo não é caracterizado por necessidade.

Mesmo antes de nascer. Ainda na barriga da mãe o enxoval do bebê é pensado e preparado. Na infância, as propagandas despertam em crianças o desejo de ter vários brinquedos. Quando adultos, nada muda, a diferença é que quem trabalha e é remunerado, entende aquela famosa frase clichê “o valor do dinheiro”.

Mas não é só isso, as novas configurações de pensamentos e ideologias, trazidas pela Geração Y, que são os nascidos entre as décadas de 70 e 90  e a Geração Z, os nascidos entre o fim de 1992 e 2010, tem como uma das suas características a preocupação com o mundo, o meio ambiente e consequentemente a forma com que estão consumindo.

Pensar na forma com que somos inseridos nesse contexto, é uma marca das gerações que sabem e se preocupam com os impactos que trazem para o mundo, para conseguirmos viver de forma saudável e para a sobrevivência das gerações futuras.

A produção de tecidos é uma das principais causas de problemas ambientais. A alta do consumo de vestuário e descarte de peças, o famoso “fast fashion”, que segundo dados do Ibope, subiu 35% até 2015 em relação a 2011, favorecem o aumento dos problemas ambientais.

Mas como evitar consumo excessivo de roupas e acessórios?

Como também somos mais questionadores, trouxe as 6 perguntas básicas sobre consumo consciente que devemos sempre nos fazer. Por que comprar? O que comprar? Como comprar? De quem comprar? Como usar? e Como descartar?.

No texto anterior, falamos um pouco sobre customização e upcycling, que são algumas alternativas para evitar a produção e o consumo excessivo de roupas. Usar a criatividade para compor looks com peças e acessórios que já tenha, aqui Blog do Clube da preta tem publicações com uma série de estilos masculinos e femininos para se inspirar. Doação, venda e compra de peças usadas também são algumas opções.

O consumo consciente tem 12 princípios: planejar as compras, avaliar os impactos do consumo, consumir o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo, uso consciente de crédito, conhecer e valorizar as práticas de responsabilidade social das empresas, não comprar produtos piratas ou contrabandeados, contribuir com a melhoria de produtos e serviços,  divulgar o consumo consciente, cobrar de políticos propostas sobre as práticas, reflexão sobre valores pessoais e hábitos de consumo.

Pensando nesses tópicos, o Clube da Preta faz uma cuidadosa curadoria de todos os box que são enviados mensalmente para os assinantes, visando atender o estilo de cada um. As roupas e acessórios do clube, são produzidas por empreendedores da periferia. Quem assina o clube, está investindo em um projeto que preza o desenvolvimento social, não utiliza mão de obra escrava, beneficia diretamente costureiras, confecções de roupas, artesãos e outros profissionais periféricos.

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